Você está aqui: Imprensa » Notícias
 
Notícias

Libaneses celebram acolhida brasileira

quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Por: Fabiana Silvestre   Foto: Giuliano Lopes 
Uma visita do imperador Dom Pedro II ao Líbano, em 1876, pode ter contribuído para a imigração de muitas famílias às terras tupiniquins, também motivada pela falta de perspectiva econômica da região, então dominada pela política turco-otomana.

"Na época, o Brasil atravessava a sua primeira fase de urbanização e industrialização, o que tornava propício os novos negócios; Dom Pedro foi, se encantou e estimulou a vinda dos libaneses", explica o presidente da Associação Cultural Monte Líbano em Mato Grosso do Sul, o engenheiro Eid Toufic Anbar, de 64 anos.

Ele foi homenageado na noite desta quinta-feira (20/11), durante sessão solene proposta pelo deputado Youssif Domingos (PMDB) em comemoração ao Dia da Comunidade Libanesa em Mato Grosso do Sul.

Para Anbar, libaneses e brasileiros formam uma grande família, que aliou hábitos, costumes e trabalho, gerando desenvolvimento. Segundo ele, hoje a comunidade libanesa no Brasil é uma das mais expressivas do mundo.

"A população de libaneses e descendentes no Brasil é o dobro dos que residem no próprio Líbano, o que é uma prova de que fomos muito bem acolhidos", disse. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 50 mil pessoas têm origem libanesa.

Anbar reitera que a contribuição das famílias libanesas é reconhecida nas mais diversas áreas, como direito, saúde, administração, culinária e comércio. "Além disso, os descendentes e libaneses estão em postos de comando de governos e entidades, o que muito nos orgulha", afirmou.

Maria de Lourdes Jallad Veiga, 70, também se orgulha das origens. Filha de libaneses, ela nasceu em Corumbá e há 50 anos reside em Campo Grande. "Cresci ouvindo histórias do Líbano e, ao mesmo tempo, vendo como meus pais amavam o Brasil", lembrou.

Para ela, que foi a primeira coordenador do Sesc em Mato Grosso do Sul, uma das pioneiras do movimento das Bandeirantes e diretora do Educandário Getúlio Vargas, a homenagem prestada pela Assembléia Legislativa "enobrece ainda mais a comunidade libanesa".

HISTÓRIA - Apesar da data oficial do início da imigração dos libaneses ser 1880 - quatro anos depois da visita de Dom Pedro II -, antes disso alguns libaneses já viviam no Brasil.

Historiadores apontam que, em 1808, quando a família real portuguesa chegou ao Brasil, foi um libanês, Antun Elias Lubbos, quem ofereceu sua casa para hospedar, como residência imperial, o rei Dom João VI.

O libanês era proprietário de terras, possuía um açougue de carne de carneiro e uma casa de secos e molhados. O local se tornou Casa Imperial Brasileira, onde nasceu Dom Pedro II, e depois virou Museu Nacional da Quinta da Boa Vista.




Permitida a reprodução, desde que contenha a assinatura "Portal ALMS".
Crédito obrigatório para as fotografias, no formato "Nome do fotógrafo/ALMS".









Direto do Gabinete
Palácio Guaicurus - Avenida Desembargador José Nunes da Cunha - Parque dos Poderes - Bloco 09 - Jardim Veraneio - CEP: 79031-901
Campo Grande - MS - Brasil - Telefone: (67) 3389-6565 - CNPJ: 03.979.390/0001-81